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Dólar sobe e chega a R$ 5,11, com impasse na guerra no Oriente Médio; Ibovespa fecha em queda

2026-08-10 · Fonte: G1 - Economia

Dólar sobe e chega a R$ 5,11, com impasse na guerra no Oriente Médio; Ibovespa fecha em queda
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,53% nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,1106. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,19%, aos 172.180 pontos.
▶️ Investidores acompanham a nova alta do petróleo em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (9) que não reabrirá a passagem até que os Estados Unidos atendam às suas condições.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, ironizou a exigência de indenização por parte de Washington e disse que o regime iraniano deveria indenizar "todas as pessoas que matou e feriu gravemente".
Como consequência do novo impasse, os preços do petróleo fecharam em alta de cerca de 5%. O barril do Brent, referência internacional, avançou 5,01%, para US$ 87,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 5,13%, a US$ 82,19 o barril.
▶️ Na agenda econômica desta semana, novos dados de inflação do Brasil e dos EUA ficam no centro das atenções.
▶️ Após os dados de emprego dos EUA virem abaixo do esperado na sexta-feira, o indicador de preços deve dar novos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros.
▶️ Por aqui, também fica no radar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que será divulgada nesta terça-feira.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,53;
Acumulado do mês: +0,81%;
Acumulado do ano: -6,89%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -0,19%;
Acumulado do mês: -3,27%;
Acumulado do ano: +6,86%.
Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo
As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, seguem no radar dos investidores.
Em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, o petróleo fechou em alta de cerca de 5% nesta segunda-feira.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão:
a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
o pagamento de indenizações de guerra;
a liberação de ativos iranianos congelados;
o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
o encerramento das ameaças contra o país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.
"Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos."
Na última semana, no entanto, o presidente americano, Donald Trump já havia afirmado que o Irã deveria escolher entre um "acordo" ou a "rendição total" da guerra. Em outro momentos, o presidente americano também já disse que o bloqueio naval só seria suspenso mediante um acordo com Teerã.
Autoridades americanas também já haviam afirmado que o Irã só teria acesso aos ativos congelados caso se comprometesse a abrir mão do urânio enriquecido.
Entre as demais demandas do governo americano estão o abandono do programa iraniano de armas nucleares e a garantia de segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
As divergências entre os dois países voltam a gerar dúvidas sobre a reabertura do Estreito e, consequentemente, preocupações com os impactos sobre a oferta global de petróleo e os preços da energia.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices operavam em queda nesta segunda-feira, com investidores ainda atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Perto das 15h40, o Dow Jones caía 0,33%, enquanto o S&P 500 recuava 0,10% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,43%.
Já na Europa, as principais bolsas da região fecharam mistas, em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,02%, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,03% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 0,43%.
Na Ásia, a maioria das bolsas de valores da região fechou em alta nesta segunda-feira, conforme investidores avaliavam novos dados de produção industrial da China e a notícia de que o BC chinês se comprometeu, em seu plano quinquenal, a manter a taxa de câmbio do iuan basicamente estável, além de ampliar o uso da moeda no comércio e nos investimentos internacionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,16%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,05% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 2,08%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,65%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Fonte original: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/10/dolar-ibovespa.ghtml

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